
Madeira
Um mês na Madeira fora de época
Trinta dias na Madeira em Novembro, com um apartamento arrendado ao mês no Funchal e um carro alugado só quinze desses dias. A semana repete-se: segunda é de compras e roupa lavada, quinta é a grande caminhada, domingo não tem nada marcado. Escritos ao pormenor estão dez dias — os que decidem o mês. Os outros vinte têm um lugar no padrão semanal e ficam por preencher de propósito.
- Duração
- 30 dias, 29 noites
- A partir de
- 2602,00 € total estimado
- Partidas
- Lisboa, Porto
Dia a dia
Dia 1
Chegada, chaves e a primeira compra
Voo da manhã, Aerobus até ao Funchal, entrega do apartamento e o primeiro carrinho de supermercado. Jantar na Rua de Santa Maria.
Dia 2
O Funchal a pé, sem pressa nenhuma
Domingo de reconhecimento: a Sé, o Jardim Municipal e a descida à marginal. Nada marcado, de propósito.
Dia 3
O dia que faz a casa funcionar
Cartão SIM português, Mercado dos Lavradores, primeira máquina de roupa e saber onde se vai ao médico.
Dia 4
Vereda dos Balcões, a caminhada de calibração
Três quilómetros planos a partir de Ribeiro Frio, para perceber o que são levadas antes de escolher as difíceis.
Dia 5
Manhã de secretária e o Jardim Botânico à tarde
A primeira quarta-feira de trabalho, com wi-fi de casa, e a subida ao Jardim Botânico da Madeira ao fim da tarde.
Dia 6
Levada das 25 Fontes, no Rabaçal
A primeira levada a sério: onze quilómetros do Rabaçal à lagoa das 25 Fontes, com regresso pela Encumeada.
Dia 7
Sexta é dia de peixe no Mercado dos Lavradores
Peixe-espada preto e atum comprados antes do meio-dia, quando a lota ainda tem escolha. Tarde curta.
Dia 8
Câmara de Lobos e o miradouro do Cabo Girão
A baía dos barcos pintados, a poncha de pescador e a plataforma de vidro sobre 580 metros de falésia.
Dia 9
O primeiro domingo sem plano
Nada marcado. Um mês só sobrevive se houver dias que não pedem nada a ninguém.
Dia 10
Reabastecimento e segunda máquina de roupa
Segunda-feira do padrão: supermercado grande, lavandaria e as contas da primeira semana.
Dia 11
Levada dos Tornos, do Monte ao Palheiro
Caminhada de terça: percurso plano de meia encosta, com casas de chá pelo caminho e sem taxa de acesso.
Dia 12
Trabalho de manhã, teleférico do Monte ao fim do dia
A subida ao Monte de teleférico, com o Funchal inteiro por baixo, feita depois do último e-mail.
Dia 13
Pico do Arieiro ao Pico Ruivo, a travessia alta
A caminhada que justifica o mês: sete horas pelo cume da ilha, entre os dois pontos mais altos da Madeira.
Dia 14
Pernas paradas: Forte de São Tiago e Arte Sacra
O dia a seguir ao PR1 não se planeia. Dois museus na cidade baixa e pouco mais.
Dia 15
Ponta de São Lourenço, a ponta seca da ilha
A península vermelha e sem árvores do extremo leste — a paisagem oposta à das levadas do norte.
Dia 16
Domingo de espetada no Estreito de Câmara de Lobos
Manhã na Promenade do Lido, espetada em pau de louro ao almoço e o resto do dia parado.
Dia 17
As compras e as contas do mês a meio
Segunda-feira de reabastecimento, com o balanço de metade do orçamento já gasto ou não.
Dia 18
Levada do Rei, de São Jorge
Caminhada de terça no norte: levada estreita dentro da laurissilva, com muito menos gente do que a das 25 Fontes.
Dia 19
Quinta do Palheiro Ferreiro depois do trabalho
Manhã de secretária e tarde no jardim inglês mais antigo da ilha, a vinte minutos do centro.
Dia 20
Levada do Caldeirão Verde, das Queimadas
Dezassete quilómetros de Santana até à cascata de cem metros, com quatro túneis que obrigam a lanterna.
Dia 21
Peixe da sexta e uma tarde a não fazer nada
Mercado de manhã e o resto do dia entregue à varanda. O corpo pede isto depois do PR9.
Dia 22
Porto Moniz, Seixal e a costa noroeste
As piscinas de lava do Porto Moniz, a praia negra do Seixal e o teleférico vertical das Achadas da Cruz.
Dia 23
Domingo no Lido, com mar
O mar em Novembro anda pelos 22 graus. É a razão pela qual se vem fora de época e não em Agosto.
Dia 24
Devolução do carro e as contas do mês
Fim do terceiro bloco de aluguer. Os últimos seis dias fazem-se de autocarro, de ferry e a pé.
Dia 25
Curral das Freiras pela Eira do Serrado
Autocarro 81 até ao miradouro dos 1 095 metros e descida a pé ao vale, pelo caminho velho.
Dia 26
Ponta do Sol e o Centro Cultural John dos Passos
O sítio onde a ilha instalou a aldeia de nómadas digitais, para ver se trabalhar daqui é mesmo viável.
Dia 27
Porto Santo e os nove quilómetros de areia
Ferry das oito da manhã, praia até à tarde e regresso ao Funchal ao fim do dia. Sem carro nenhum.
Dia 28
A última sexta no Mercado dos Lavradores
Compras de despedida: mel de cana, bolo de mel e vinho da Madeira para levar.
Dia 29
Machico e a Vereda do Larano
A caminhada de despedida, sobre o mar, apanhada de autocarro a partir do Funchal.
Dia 30
Partida
Última manhã na Promenade, entrega das chaves ao meio-dia, almoço na Rua de Santa Maria e Aerobus para o aeroporto.
Pressupostos e origem dos números
- Total para dois adultos, trinta dias e vinte e nove noites, a partilhar um T1 mobilado no Funchal em Novembro.
- A rubrica de alojamento é um mês de renda, não vinte e nove diárias de hotel: 900 € é um arrendamento mensal mobilado modesto, 1 950 € é o mesmo mês feito em hotel com tarifa de longa estada.
- O carro está alugado quinze dos trinta dias, em três blocos de cinco, e não os trinta. Nos outros quinze usam-se os Horários do Funchal, a Rodoeste e o ferry.
- A rubrica de refeições assume que se cozinha em casa a maior parte dos dias, com cerca de doze refeições fora por pessoa ao longo do mês.
- Voos de ida e volta comprados com semanas de antecedência, em época baixa e fora de fim-de-semana.
- Estimativa baseada em valores de referência. Não representa disponibilidade ou preço em tempo real.
- Estimativa baseada em valores de referência lidos a 21 de Agosto de 2026. Não representa disponibilidade ou preço em tempo real.
- Cada valor com fonte indica a página onde foi lido e o dia em que foi lido; os que estão marcados como estimativa no campo de nota não foram confirmados em tabela de preços publicada.
- As taxas das levadas mudaram a 1 de Janeiro de 2026 com a entrada em vigor da reserva obrigatória no portal SIMplifica; confirmar sempre no portal antes de comprar.
- O intervalo dos voos é uma banda de época baixa, não uma tarifa. Qualquer preço concreto de avião envelhece em horas.
Proposta em avaliação: passou as verificações automáticas em agosto de 2026 e ainda não foi lida por uma pessoa.
Estimativa baseada em valores de referência. Não representa disponibilidade ou preço em tempo real.